Produtividade aumentou em teletrabalho. Sim ou não?

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  • 29 Jan, 2021

Produtividade aumentou em teletrabalho. Sim ou não?

O ano de 2020 marcou o início de uma necessidade de adaptação ao online e às plataformas digitais, fazendo a ponte para a sua continuação em 2021. As redes sociais e as plataformas de videochamada ganharam um novo significado.

O teletrabalho era já uma realidade conhecida em vários países como a Holanda, Finlândia e Luxemburgo, e embora em Portugal também existisse essa opção em algumas empresas (especialmente internacionais), a situação obrigou a que o trabalho remoto se tornasse essencial para a continuação do bom funcionamento das mesmas.

Estas plataformas de tecnologia de comunicação permitem que as pessoas entrem em contacto umas com as outras de qualquer parte do mundo por transmissão de vídeo. Existem várias opções de plataformas, tendo as mais utilizadas sido o Microsoft Teams, Zoom e GoogleMeet. Com os equipamentos certos, os colaboradores da mesma empresa podem comunicar e trabalhar em tempo real, mesmo estando em sítios totalmente diferentes.

A situação de pandemia ajudou a contrariar o conhecido mito de que trabalhar fora do local de trabalho, de forma remota, não tinha benefícios para a empresa nem para os trabalhadores, mas atualmente são várias as que reconhecem as vantagens deste modelo de trabalho, em grande parte devido às plataformas de reuniões que permitiram o trabalho em casa.

Vários profissionais consideram que a sua produtividade e eficiência aumentaram em teletrabalho devido à flexibilidade de horários, tendo facilitado a gestão do tempo, e à maior autonomia que muitos sentiram, por se encontrarem mais relaxados ao trabalhar num sítio confortável. O regime de teletrabalho também apresentou outras vantagens como:


Redução de custos – Uma vez que deixa de ser necessário o deslocamento até ao local de trabalho, não se gasta dinheiro em combustível ou nos transportes públicos. A própria empresa também reduz os custos ao poupar no espaço, na eletricidade e em tudo o que costuma pagar para que os colaboradores consigam trabalhar.

Otimização de tempo – O tempo em deslocações é substituído, permitindo que os profissionais tenham mais tempo para se concentrarem nas tarefas e sejam mais produtivos.

Interação facilitada – Os únicos requisitos obrigatórios para as reuniões online são boa conexão à internet e um dispositivo móvel, tornando possível o contacto constante, instantâneo e a visualização de todos os participantes da reunião, mesmo estando cada um deles em suas casas.

Por ter sido uma mudança repentina, inicialmente a maioria dos empregados e dos empregadores não contava com as condições necessárias para poder trabalhar em casa.

Falamos, por exemplo, na falta de equipamentos tecnológicas necessários, na falta de um espaço confortável para se trabalhar ou ainda por todos os membros da família estarem em confinamento e ser complicado conciliar tudo. Isto mostrou uma dificuldade inicial face ao teletrabalho, muito por não ser uma cultura habitual em Portugal. 

No entanto, um estudo concluído em Maio revelou que a produtividade aumentou para 44% dos trabalhadores portugueses que trabalharam em casa durante o confinamento geral em, Março e Abril de 2020, e 96% da amostra gostaria de continuar a ter a opção do teletrabalho no futuro.

Desta forma, quase um ano depois, é seguro dizer que muitos portugueses gostariam de ter a opção de teletrabalho, mesmo quando não for uma necessidade obrigatória de serviço público, podendo prever-se uma realidade mista com ambas as hipóteses, trabalho presencial e trabalho remoto, em muitos casos onde tal é possível.