Tanto quem nunca trabalhou como os que já trabalham há anos, certamente já se depararam com certas expectativas relativamente ao mercado de trabalho que nem sempre correspondem à realidade e, por isso, podem e devem ser desconstruídas. Mitos como pensar que não é possível ser feliz enquanto se trabalha ou que só se considera ser de sucesso a pessoa que se mantém na mesma empresa por toda a sua carreira – ou durante muitos anos.
São mitos como estes que devem ser desmistificados para que o mercado de trabalho não seja visto como uma mudança assustadora na vida de jovens profissionais, mas sim como uma mudança necessária para o seu crescimento, que pode ser levada com calma e acima de tudo deve ser tomada com a ambição de ser uma mais valia e de acrescentar valor para o bem da empresa.
Alguns dos maiores mitos do mercado de trabalho são:
Não se pode errar
Este é um dos mais comuns e mais errados mitos. Errar não devia ser olhado como uma falha, mas como uma forma de aprendizagem. Não é possível entrar no mercado de trabalho com medo de fazer mal o que é pedido. Claro que quantos menos erros se cometerem, melhores resultados para a empresa, mas quem contrata tem de ter a noção de que a pessoa que está a trazer para a empresa e, no caso de ser alguém com pouca ou nenhuma experiência de trabalho, não estará à espera de perfeição. Errar é humano e quanto mais cedo se aceitar que é algo inevitável, mais rapidamente a pessoa poderá aprender e, consequentemente, melhorar.
A única coisa que o poderá fazer feliz é um bom salário
Embora possa ser um bom gerador de felicidade, se a pessoa não gosta do que faz ou se está inserido num mau ambiente de trabalho, por maior que seja o seu salário, esta poderá não ser feliz no contexto laboral. Assim, na altura de escolher o emprego, não se guie apenas pelo montante que irá receber, avalie também se irá gostar das suas funções.
O selecionador responde imediatamente aos candidatos que o interessarem
Ora, este é outro pensamento muito comum, especialmente para aqueles que estão a entrar no mercado de trabalho e começaram a enviar currículos e a responder a ofertas de trabalho. Há várias razões que levam o empregador a não responder nos dias, ou mesmo nas semanas, seguintes, por exemplo, pode estar à espera de que o período de candidaturas termine, de forma que seja possível analisar todas de uma vez. É normal não obter resposta nas primeiras semanas, por isso o melhor é continuar a procura sem desesperar.
No final de contas, é necessário que exista confiança entre o empregador e os seus colaboradores para que o ambiente de trabalho seja agradável e que estes acrescentem valor à empresa. Desta forma, há maior probabilidade de que o retorno se torne positivo. Por isso, não deixe que estes mitos o atrapalhem de seguir em frente e alcançar os seus objetivos profissionais.


